
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes
Rodoviários do Estado do Pará (Sttrepa), Altair Brandão, declarou que
100% dos ônibus parariam porque a magistrada e as empresas não
forneceram listagem com o quantitativo de ônibus e rodoviários por linha
e empresa. O Sindicato dos Trabalhadores Rodoviários de Ananindeua e
Marituba (Sintram) informou que não foi notificado da liminar.
Na manhã de hoje (7), os usuários continuam com problemas para tomar
os coletivos e as paradas continuam lotadas. Muitos passageiros estão
dependendo do transporte coletivo para chegar ao trabalho. O trânsito de
veículos também é intenso ao longo da rodovia BR-316.
O Sindicato das Empresas de Transportes de Passageiros de Belém
(Setransbel) ainda está fazendo o levantamento da quantidade de veículos
que saíram às ruas hoje, mas estima que não tenha chegado aos 80%
determinados pela liminar judicial. Em caso de descumprimento, o
sindicato dos trabalhadores está sujeito ao pagamento de multa no valor
de R$100.000,00 (cem mil reais) por dia em caso de descumprimento.
Ainda segundo a Setransbel, dois veículos tiveram vidros quebrados no
primeiro dia da greve dos rodoviários, sendo um deles na saída da
garagem e o outro ao longo do trajeto da viagem. O Setransbel também
informou que nesta quinta-feira (7), deve reunir com a Justiça para
discutir uma solução para o impasse, mas a presença do sindicato dos
trabalhadores nessa reunião não está confirmada.
Os rodoviários exigem 13% de reajuste; aumento do tíquete
alimentação, de R$ 425 para R$ 500; adicionais de periculosidade e
insalubridade e manutenção das clínicas da categoria, que não tem plano
de saúde. O Setransbel propôs o reajuste da inflação, estimada para o
período em 8,5%. No ano passado, o reajuste foi de 7% e o tíquete
aumentou em R$ 40.
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