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terça-feira, 19 de maio de 2015

ECONOMIA: Cuba quer estreitar relacionamentos com Pará

 Cuba quer estreitar relacionamentos com Pará (Foto: Reprodução)
Para estreitar o relacionamento entre o Brasil e a República de Cuba, o cônsul geral, Turcos Miguel Esquivel López, esteve percorrendo durante a semana passada as capitais da região Norte do país. No Pará, o objetivo do diplomata foi romper as barreiras alfandegárias, além de estimular o intercâmbio e o turismo, mostrando as potencialidades de Cuba, para estabelecer futuras parcerias em setores como os da saúde, cultura e educação.
Cuba tem sido representada há sete meses no norte do Brasil pelo Consulado Geral, em Manaus. Atualmente, os paraenses que queiram fazer negócios ou viajar a turismo para as deslumbrantes ilhas cubanas, devem solicitar informações e dar entrada nos documentos no Estado do Amazonas, sem precisar viajar até Brasília. A abertura do consulado na região propõe novas possibilidades comerciais, como exportação de alimentos. 
 
Turcos Miguel acredita que uma das aberturas comerciais importante é a exportação de grãos paraenses. “Investimos mais de 700 milhões de dólares por ano no Brasil, comprando produtos e matérias primas como carne, óleo de soja e todos os tipos de grãos. O Pará tem essa potencialidade, e podemos estabelecer projetos para estreitarmos esta relação, pois sabemos que esse Estado é rico em produção agrícola”, apontou.
Cuba tem a maior relação de médicos por habitantes no mundo, assim, exporta serviços de saúde. De acordo com o cônsul, hoje 50 mil médicos cubanos estão em missões espalhados por 65 países, trabalhando em áreas onde os profissionais da região se recusam a ir.
“Nossas expedições humanitárias iniciaram em 1963, para Argélia, norte da África. E hoje, temos quase 11 mil e 400 médicos no Brasil”, lembrou. O Pará conta com 500 profissionais cubanos espalhados nos interiores e na capital. O cônsul Turcos Miguel também destacou a disposição de Cuba em apresentar ao nosso país vacinas contra os cânceres de garganta e de pulmão. “Temos um imenso polo científico, e podemos oferecer a matéria prima de serviço ao Brasil. Além do recrutamento humano, podemos levar as nossas vacinas, como a Cimavax, contra o câncer de pulmão, que está praticamente restrita ao nosso país. Com as nossas relações restabelecidas, os Estados Unidos, eles querem criar uma parceria para estudar e tornar a vacina ainda mais ampla no mundo”, ressaltou.
A vacina não evita a enfermidade, porém faz um importante trabalho ao retardar o crescimento de células cancerígenas de tumores. Com a dose, a expectativa de vida aumenta de seis meses a quatro anos, em comparação com pacientes que não tomaram a vacina. 
(Diário do Pará)

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