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segunda-feira, 14 de abril de 2014

Um pastor evangélico poderia levar a eleição presidencial ao segundo turno?


Apoiou Leonel Brizola e Lula em 1989, costurou o apoio de evangélicos do Rio de Janeiro à eleição de Benedita da Silva (PT) ao senado, foi parte do governo de Anthony Garotinho (PR), apoiou a eleição de Sérgio Cabral (PMDB) e, em 2010, depois de garantir apoio a José Serra, acabou apoiando a eleição de Dilma Rousseff.
Trata-se de Everaldo Pereira, mais conhecido como Pastor Everaldo, vice-presidente do Partido Social Cristão (PSC), cuja candidatura a presidente da República foi lançada pelo partido em 08.04.
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E por que a referência? É que as sondagens qualitativas e quantitativas do PT apontam que Everaldo, com a ausência de Marina Silva na corrida, pode vir a ser aquele com probabilidades de levar a eleição para o segundo turno, caso alcance 10% das intenções de votos, o que não é improvável.
De extrema direita, Everaldo é ligado aos mais conservadores parlamentares da Câmara Federal e tem estreita relação com o atual líder do PMDB, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) que, às turras com a presidente Dilma, pode vir a apoia-lo no estado do Rio de Janeiro.
O crescimento do PSC, ligado à Assembleia de Deus, que em 2003 elegeu 1 deputado federal e em 2010 elegeu 17, também preocupa os estrategistas da reeleição de Dilma: caso a taxa de crescimento do PSC tenha rebatimento na candidatura presidencial de Everaldo, ele pode ser o nome a ameaçar a vitória de Dilma em primeiro turno.
Enquanto esse governo é um governo estatizante, nós deixamos claro para a sociedade brasileira: nós somos privatizantes. Tudo que for possível tirar da mão do estado, da corrupção, para passar para a iniciativa privada, e a gente pegar os recursos para colocar na educação, na saúde, e na segurança pública, nós vamos fazer”, declarou Everaldo no discurso em que lançou a sua pré-candidatura, já medida com potencial de 3% de votos na mais recente pesquisa do Ibope e de 2% no Datafolha.
Everaldo poderá vir a ser música ao ouvidos dos eleitores conservadores, que desde a entrada do PT no Planalto ficaram órfãos de repercussão e, mais referente que isso, na última pesquisa geral do IBGE (2010) 22% dos brasileiros se declararam evangélicos e, desde então, sondagens menos ortodoxas declaram que aquele percentual pode ter dobrado. 
FONTE: Parsifal 5.4.

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