
O advogado Raimundo Messias Oliveira foi assassinado em 27 de setembro
de 2003 e teve o corpo encontrado só quase dois meses depois, em 15 de
novembro, em um poço desativado localizado dentro de um posto de
combustíveis de propriedade do comerciante Albenor Moura de Sousa. O
autônomo Luiz Miguel Rodrigues Lobo também sentará no banco dos réus.
Segundo inquérito policial, a vítima mantinha disputa com empresários
locais pela cooperativa.
O assassinato teria sido motivado por uma
dívida de mais de R$ 1 milhão que o acusado Albenor Moura cobrava da
Cooperativa de Mineração Garimpo Roxo, onde a vítima prestava serviços
como advogado.
A sessão, presidida pela juíza Ângela Alves Tuma, foi aberta às 9h30 e
terá na acusação o promotor José Rui Barbosa e na defesa os advogados
Eduardo Imbiriba, Cláudio Daledone e Caio Fortes de Matheus. Os
advogados Carlos Figueiredo e Márcio Gomes de Sousa, filho da vítima,
atuarão na assistência da promotoria.
De acordo com a assessoria do Tribunal de Justiça do Estado do Pará
(TJPA), durante a realização do primeiro júri, em Itaituba, a imprensa
local flagrou um dos advogados entrando no mesmo banheiro que um dos
jurados, por isso, o júri foi suspenso por quebra de incomunicabilidade.
A promotoria solicitou o desaforamento do caso, que foi encaminhado
para a comarca mais próxima, no município de Santarém. A acusação da
comarca, por sua vez, pediu o desaforamento para Belém, onde foi
realizado um novo júri, no qual a defesa pediu o adiamento devido à
falta de uma testemunha importante e alegando o cerceamento da defesa.
Já em um novo júri, o promotor solicitou o adiamento e teve o pedido
indeferido, abandonando o julgamento.
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