
Na decisão, Moro também decidiu manter a prisão cautelar de Argôlo.
“Agrego que, em um esquema criminoso de maxipropina e maxilavagem de
dinheiro, é imprescindível a prisão cautelar para proteção da ordem
pública, seja pela gravidade concreta dos crimes, seja para prevenir
reiteração delitiva, incluindo a prática de novos atos de lavagem do
produto do crime ainda não recuperado.”
Segundo Moro, a necessidade da prisão cautelar ocorre ainda pelo fato
de Argolo ter sido eleito como suplente de deputado federal.
“Em liberdade, pode, a depender das circunstâncias, assumir o mandato
parlamentar, o que seria intolerável. Não é possível que pessoa
condenada por crimes possa exercer mandato parlamentar. A sociedade não
deveria correr jamais o risco de ter criminosos como parlamentares”,
acrescentou o magistrado.
Argôlo é o terceiro político condenado no âmbito da Lava Jato. Em
setembro, Moro condenou o ex-deputado federal André Vargas a 14 anos e
quatro meses de reclusão. Em outubro, o ex-deputado federal Pedro Corrêa
foi condenado a 20 anos e sete meses de prisão
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