— Nenhum profissional gabaritado trabalha hoje com o hidrogel. Ele é definitivo, igual a tatuagem. Ninguém quer gastar dinheiro com reaplicação. Por isso, utilizam o produto, que, muitas vezes, é de baixa qualidade ou até mesmo falsificado — afirma o dermatologista Walter Guerra Peixe.
Segundo os jornais “Folha de São Paulo” e “Zero Hora’’, Andressa aplicou 400ml em cada coxa, quando a recomendação é a de que sejam aplicados 2 ou 3 ml da substância, indicada para procedimentos reparadores e não estéticos.
A expectativa da equipe médica é de que nesta quarta-feira Andressa seja submetida a novo procedimento para conter a infecção e já consiga respirar sem a ajuda de aparelhos. A modelo ainda precisa de ventilação mecânica e está sedada. Ela não tem previsão de alta.
Em entrevista ao “TV Fama”, Andressa disse que era feia e barrigudinha. Por isso, fez todas as cirurgias plásticas possíveis.
O cirurgião plástico Rômulo Mene, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, faz um alerta: o hidrogel é um corpo estranho e o médico que o aplica acaba ficando refém da paciente.
— A exemplo de outros produtos injetáveis, ele pode provocar alergia, processos inflamatórios e até nódulos. Além de, claro, inflamação por contaminação no momento da aplicação ou da retirada do produto, como é o caso de Andressa Urach — acrescenta o médico.
O uso do hidrogel é recomendado apenas para áreas pequenas, como as maças do rosto, rugas e cicatrizes. Mesmo assim, é pouco aconselhado pelos especialistas, visto que se trata de um preenchedor definitivo.
— O imediatismo é o principal motivo pelo qual as pessoas buscam o hidrogel. O correto é o uso de próteses de silicone em regiões como seios e glúteos — acrescenta o cirurgião Rogério Figueira.
Segundo José Horácio, chefe de cirurgia da Uerj, a aplicação de 1ml de ácido hialurônico, substância semelhante ao hidrogel, custa cerca de mil reais. Portanto, em uma área como glúteos ou coxas, por exemplo, poderia custar à paciente cerca de R$ 300 mil.
*com Supervisão de: Ana Paula Araripe
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