/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2017/e/K/gz9BZbSQKXzkBvytQlYQ/lider.png)
Um homem identificado como Jeferson Michel Miranda Sampaio foi preso
acusado pelo Ministério Público de envolvimento no caso, que teria sido
uma "overdose encomendada". Segundo o MP, Jeferson teria vendido
propositalmente uma droga adulterada à vítima, com o objetivo de
matá-lo. As investigações continuam para se chegar ao mandante do crime.
O suspeito se apresentou à polícia na terça (19).
Sobre a prisão, o empresário João Rodrigues, pai da vítima, afirmou na
postagem que o "sentimento não é de alegria. (...). Contudo, a justiça
se faz necessária, até para que outras famílias não venham a amargar a
perda de um filho".
"Sempre confiei na justiça de Deus e também na dos homens, que começa a
ser feita. (...) Em memória de meu filho, prossigo na luta e na
confiança que este crime não reste impune!", assinalam João e Regina
Rodrigues.
Overdose “encomendada”
A denúncia, oferecida pelo Ministério Público do Estado em 8 de agosto
deste ano, pelo promotor de Justiça José Rui de Almeida Barbosa, acusa
Jeferson de ter agido de forma dissimulada e com dolo dirigido ao
resultado morte, quando, na noite de 27 de fevereiro de 2015, no
interior da casa noturna, ministrou a João Rodrigues dose letal da droga
GHB, conhecida como “gota”, fazendo-o crer que se tratava de uma droga
comum, como as outras que costumava lhe fornecer.
Vinte pessoas foram ouvidas e a maioria apontou Michel como fornecedor
de ecstasy e LSD nas festas. “A convicção quanto à existência e autoria
do crime de homicídio qualificado decorre de perícia técnica e dos
elementos de prova testemunhal colhidos na fase de investigação
preliminar”, diz o Ministério Público na denúncia.
Inicialmente parecia ter sido uma overdose acidental, mas a 3ª
Promotoria de Justiça do Tribunal do Júri instaurou um Procedimento
Investigatório Criminal (PIC) e chegou à conclusão de que foi uma
“overdose encomendada”, solicitando a prisão preventiva do acusado.
“O fato delituoso tem características de crime de mando. Por isso as
investigações vão continuar para se chegar ao mandante”, disse a
promotora de Justiça Rosana Cordovil, em entrevista coletiva.
Nenhum comentário:
Postar um comentário