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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

PARÁ NEWS: Funcionários da construtura "Arte .Com" estão sendo mantidos reféns na Aldeia Teles Pires por índios da etinia munduruku

Desde segunda feira, 17, 05 funcionários da “Arte Ponto Com” (Construtora e Comercio de Materiais de Construção LTDA- EPP), estão sendo mantidos reféns na Aldeia Teles Pires, localizada no Alto Tapajós, município de Jacareacanga no sudoeste do Pará. 

(Aldeia Teles Pires)
No ano passado a construtora foi vencedora de um certame para a construção de um Posto de Saúde na Aldeia Teles Pires, o prazo para inicio da obra foi em 23|10|2015 com previsão para o termino em 23|10|2016, porem ate agora obra não foi concluída, esta apenas em sua fundação e não tem previsão de reinicio em nem conclusão.
 
(inicio da obra)
Revoltados com o descaso da empresa os indígenas radicalizaram, aproveitaram a visita do engenheiro da obra na aldeia juntamente com alguns funcionários da construtora, chamaram todos, relataram a revolta da aldeia e comunicaram aos mesmos que a partir daquele momento eles não poderiam deixa o local, seriam mantidos reféns ate que a empresa sanasse os problemas da obra. A iniciativa foi tomada pela Associação Indígena Dace, que aponta várias irregularidades cometidas pela construtora: Não cumprimento do prazo de conclusão da obra; Baixas diárias pagas aos indígenas que trabalham como ajudante na obra; Descumprimento dos direitos trabalhistas com os indígenas; Falta de alimentação adequada; Não pagamentos deste julho do corrente ano; Falta de equipamentos de segurança, esses são alguns itens citados pela associação em documento enviado ao DSEI.
(reféns)
Na manhã desta quinta feira, 20, a reportagem do BJR procurou a coordenadora do Distrito Sanitário Especial Rio Tapajós; Cleidiane Carvalho. Em entrevista disse que ficou sabendo da situação na manhã de terça feira, 18, e que logo entrou em contato com as lideranças da aldeia para saber o que estava acontecendo, depois tomar ciência entrou contato com a construtora para tentar sanar os problemas denunciados pela associação. Os indígenas disseram que só vão liberar os reféns quando o dono da construtora for ate a aldeia e garantir o reinicio dos trabalhos e também garantir a conclusão da obra o mais rápido possível. 
(Cleidiane Carvalho, coord, DESEI)
Por sua vez a empresa alega que teve alguns percalços para a construção do posto, como por exemplo, a dificuldade para o transporte de material de construção, devido à seca do rio. Em nota ao DSEI a construtora contesta algumas reclamações dos indígenas, e disse que vem cumprindo com o que foi acordado. Cleidiane disse que ainda que esta mantendo contato diretamente comas lideranças indígenas para tentar resolver a situação, também falou com o engenheiro, um dos reféns, “... falei com ele, (engenheiro), e ele me disse que esta bem, não esta sendo agredido e nem mau tratado, apenas não pode deixar a aldeia”, disse a coordenadora, que esta empenhada em resolver o problema, espera que a empresa possa reiniciar os trabalhos para autorizar o pagamento.
(índios e reféns)
Um vídeo feito pelos próprios indígenas e divulgado na rede social. “Queremos a presença do dono da empresa em nossa aldeia. Enquanto o dono da empresa não chegar aqui na nossa aldeia, os nossos reféns não vão sair da nossa aldeia. Queremos o dono da empresa para conversar com a gente, explicar o quê que está acontecendo nas obras da nossa aldeia. Isso que a gente está querendo, reivindicando o nosso direito”, afirmou o índio Munduruku.
(um dos reféns)
(reclamação dos indígenas)
(oficio do DSEI à empresa)
(Resposta da empresa ao DSEI)

Fonte: Junior Ribeiro

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