
Por
determinação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a Oi foi
obrigada a oferecer essas ligações gratuitas nos orelhões. A medida
imposta pela agência é uma espécie de punição pelo fato da operadora
descumprir os patamares mínimos de disponibilidade do telefone público.
De acordo com a medida, que segue em vigor até 30 de março de 2018, a Oi
não atingiu os patamares mínimos de qualidade dos telefones públicos.
Dois parâmetros são adotados para a medição: disponibilidade no Estado
(mínimo de 90%) e nas localidades atendidas apenas por orelhões (mínimo
de 95%).
No Pará, segundo a agência reguladora, a disponibilidade
atingia apenas 18% do Estado (menor patamar nacional) e 97% das
localidades somente por telefones públicas. Este é o sexto ciclo de
gratuidade em ligações a partir de orelhões estabelecido pela Anatel, o
primeiro foi em 15 de abril de 2015. Agora, as novidades são a entrada
da gratuidade em quatro estados (Espírito Santo, Roraima, Santa Catarina
e Sergipe), onde os orelhões não atingiram os níveis mínimos
estabelecidos, e a retirada do Rio Grande do Sul.
Desde o último
domingo, a Oi pode cobrar as ligações originadas dos orelhões gaúchos,
92% dos orelhões do Estado estão funcionando segundo a medição realizada
em agosto passado pela agência reguladora. A Oi também foi obrigada a
divulgar em seu site informações sobre a gratuidade dos orelhões. As
chamadas não poderão ser cobradas até que os patamares mínimos sejam
estabelecidos. A Anatel irá realizar novas medições de seis em seis
meses, sendo a próxima em fevereiro de 2008. Se os patamares ainda não
forem alcançados, as chamadas locais para celulares também não poderão
ser cobradas; no próximo ciclo de fiscalização, seria a vez das ligações
interurbanas para celulares.
Com a popularização dos celulares, a
disponibilidade e uso de telefones públicos estão cada vez mais raros.
Na maioria dos casos, manter um orelhão significa prejuízo para a
operadora, uma vez que a receita obtida por esses terminais não paga
pela sua disponibilidade e manutenção. Disponibilizar telefones públicos
é uma obrigação das concessionárias de telefonia. No Brasil, a Oi é a
maior delas, operando em todos os estados brasileiros, exceto São Paulo -
por lá, é a Vivo que detém a obrigatoriedade.
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